Os brincos são a joia mais fácil de escolher e a mais difícil de esquecer. Fácil, porque não dependem de medidas: não há número de dedo a acertar nem comprimento a calcular, e praticamente qualquer modelo serve a qualquer pessoa. Difícil de esquecer, porque ficam a poucos centímetros do rosto, entram em todas as conversas e em todas as fotografias, e determinam o registo de um visual mais do que qualquer outra peça. É essa combinação que faz deles, ao mesmo tempo, o presente mais seguro e a escolha mais pessoal.
A decisão começa no efeito pretendido. Peças pequenas acompanham tudo e podem ficar postas dia e noite. Argolas médias dão presença sem exigir que o resto se ajuste a elas. Modelos grandes e compridos assumem o papel principal, e funcionam melhor com o pescoço livre e o cabelo apanhado. A espessura conta tanto como o tamanho: uma argola larga mas fina é bastante mais leve e mais discreta do que o diâmetro faria supor.
Nos materiais, a prata 925 é a mais escolhida, por conjugar variedade de desenho com um preço que permite ter vários pares, à custa de uma limpeza periódica quando escurece. O ouro é o mais tolerado pela pele em contacto prolongado, o que o torna a referência para uso permanente e para furos recentes, além de manter a cor sem manutenção. O aço não exige cuidado nenhum e aguenta água e desporto. E há as peças douradas que não são ouro maciço: nos brincos, um banho dura mais tempo do que numa pulseira ou num anel, porque a orelha praticamente não provoca atrito.
Por fim, duas notas práticas que evitam a maioria dos aborrecimentos. A primeira é o peso: brincos pesados usados todos os dias exercem tensão sobre o lóbulo ao longo do tempo, e alternar com peças leves resolve. A segunda é o fecho: quase todas as perdas resultam de molas de pressão que ficaram folgadas e deixaram de prender, e apertá-las em ourivesaria é uma reparação rápida que se faz antes de perder a peça, não depois.
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