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De todas as joias, o colar é a que mais depende do contexto. Um anel vê-se sempre da mesma forma, uns brincos também, mas um colar muda consoante o decote, a gola, a camada de roupa por cima e a altura a que assenta no peito. É por isso que o comprimento é a primeira decisão a tomar, antes do material e antes do desenho da peça, e é também a razão pela qual tanta gente tem colares que não usa: não estão errados, estão no comprimento errado para a roupa que veste.
A escala é simples de reter. Até aos 40 centímetros, o colar fica justo ao pescoço e pede decotes largos. Entre 40 e 45 assenta na base do pescoço e funciona com quase tudo, razão pela qual é o comprimento mais vendido. Entre 50 e 60 cai sobre o peito, dá espaço a um pendente com presença e resulta bem sobre camisolas. Acima de 70, alonga a silhueta e admite ser dado duas voltas. Medir com um fio antes de comprar demora um minuto e evita a maioria dos enganos.
Nos materiais, a decisão faz-se entre durar e variar. O ouro maciço mantém a cor para sempre, tem valor material e marcação legal que o certifica, sendo a escolha das peças pensadas para ficar. A prata oferece a maior variedade de design por preço, com a contrapartida de escurecer lentamente, sobretudo na zona da nuca. O aço não exige manutenção nenhuma e aguenta água e uso constante. E há as peças douradas que não são ouro maciço, em prata banhada ou em aço com acabamento dourado: têm o mesmo efeito visual por muito menos, desde que se saiba que o banho se desgasta com o tempo.
Por fim, uma nota prática que poupa reparações. Os colares raramente se estragam por desgaste, partem-se por nós e por tensão. Guardar cada peça esticada ou pendurada, em vez de amontoada numa caixa, e retirar o colar antes de dormir, resolve a origem da maior parte das ruturas. Quando acontece, a reparação é quase sempre simples, e o mesmo serviço que solda um fio também encurta um colar que ficou mais comprido do que se queria.












































